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Trabalhando com o Caderno de Iniciação Musical O primeiro passo em direção à música é desenvolver a audição. Dar este passo não exige talento nem apresenta dificuldades. Como em qualquer disciplina, uns têm mais facilidade que outros, mas esse primeiro contato com o mundo dos sons é acessível a qualquer pessoa. É um processo. O nosso Caderno de Iniciação Musical oferece aos educadores, mesmo aos não-músicos, um material a ser usado como guia e referência no desenvolvimento desse processo. Nele encontramos as definições básicas dos fenômenos físicos ligados aos sons. Conceitos como onda sonora, freqüências, ressonância, timbre e muitos outros são apresentados de forma simples, procurando esclarecer e, por vezes, corrigir expressões consagradas pelo senso comum em relação a esses fenômenos, como por exemplo, esclarecer que ninguém "fala fino", e sim tem a "voz aguda" e assim por diante. Essa parte do caderno, que podemos chamar de teórica, funciona como referência. O caderno compõe-se também de inúmeras atividades a serem desenvolvidas com e pelos alunos. Todas elas voltadas ou para o desenvolvimento da percepção, ou para a produção de sons. Este guia de vivências sonoras toma sempre por base a natureza e os ambientes sonoros de forma geral. E, além de utilizar os conteúdos ligados à música e aos sons, o professor também pode desenvolver com a turma um trabalho de educação ambiental, partindo da análise sonora dos ambientes, detectando focos de poluição sonora ou de qualquer outra natureza. Trabalhando com o CD Músicas e Atividades Musicais O CD tem duas partes distintas: as músicas e as atividades musicais. Músicas A maioria das músicas do CD pode ser ouvida, também, ao longo dos vídeos. São canções de Antonio Carlos Jobim e de compositores pantaneiros, como Almir Sater e outros. A simples audição das músicas já é uma forma de trabalhar com o CD. Quando falamos "audição", estamos falando de ouvir atentamente, prestando atenção ao que está sendo tocado, cantado e falado. O professor pode aproveitar as músicas do CD para exemplificar o conteúdo de diversas unidades do livro, especialmente dos conteúdos mais diretamente ligados à música, como timbre, altura, intensidade. O professor pode chamar a atenção para a diferença das vozes, para o ritmo, pode trabalhar a identificação dos diferentes instrumentos e assim por diante. Uma outra forma de trabalhar com as músicas do CD é analisando as letras, procurando entendê-las em profundidade. Criando atividades a partir dessas letras, como, por exemplo: dramatizações e redações sobre os temas. Cantar junto com o CD pode ser uma alternativa de trabalho. Mas, também, brincar de dublar, organizar um coral, cantar com o acompanhamento de algum aluno ou educador que saiba tocar um instrumento... As opções são muitas.
Atividades musicais A segunda parte traz músicas e sons que servem de apoio às atividades e conceitos presentes no Caderno de Iniciação Musical. Nesta parte, o essencial é que o professor identifique a relação direta entre as faixas do CD e os trechos do caderno, e lance mão destas faixas para ilustrar sonoramente alguns conteúdos e atividades ali apresentados, seja eliminando dúvidas, seja exemplificando temas abordados. Trabalhando com o CD-ROM Tom do Pantanal Utilizando-se do que há de mais inovador nas formas de aprender - interdisciplinariedade, uso de novas tecnologias e interatividade, a Fundação Roberto Marinho está colocando nas mãos de professores e alunos, em conjunto com o kit do Projeto Tom do Pantanal, o CD-ROM Tom do Pantanal. Nele, todo o conteúdo do projeto poderá ser acessado de forma lúdica e interativa, estimulando a comunidade escolar a utilizar novas tecnologias como auxílio ao processo de ensino-aprendizagem. Além disso, neste material estará sendo disponibilizado também o conteúdo do TOM DA MATA - projeto de Educação Ambiental e Musical pela preservação da Mata Atlântica, desenvolvido em cerca de mil escolas públicas de ensino fundamental nos estados do Espírito Santo, Goiás, Minas Gerais, Paraná, Rio de Janeiro, São Paulo e no Distrito Federal. No CD-ROM Tom do Pantanal também poderá ser utilizado o RPG, que é a sigla de Role Playing Game e significa "Jogo de Representação". Surgiu nos EUA em 1974 e espalhou- se pelo mundo muito rapidamente. De uma sessão de RPG participam o mestre e os jogadores. A função do mestre é apresentar ao grupo de jogadores uma história, uma aventura, que contenha enigmas, charadas, situações que exigirão escolhas por parte dos jogadores. Estes, por sua vez, controlam personagens que viverão a aventura, discutindo entre si as escolhas que farão e as soluções que darão aos enigmas que surgirem. Toda a ação da aventura passa-se na imaginação. Pode-se usar mapas, tabuleiros, tabelas, dependendo da aventura escolhida, mas freqüentemente nenhum material é necessário. No RPG o jogador não é um mero espectador, mas um participante ativo, que como um ator, representa um papel e, como um roteirista, escolhe caminhos e toma decisões nem sempre previstas pelo mestre, contribuindo na recriação da aventura. A base do RPG é a criatividade. Ao preparar uma aventura, o mestre pode basear-se em aventuras já prontas ou criar novas, usando sua imaginação e pesquisas em livros de ficção, filmes, peças de teatro. O RPG não é competitivo. A diversão não está em vencer ou derrotar os outros jogadores, mas em utilizar a inteligência e a imaginação para, em cooperação com os demais participantes, buscar alternativas que permitam encontrar as melhores respostas para as situações propostas pela aventura. É um exercício de diálogo, de decisão em grupo, de consenso. Pretende-se com o CD-ROM Tom do Pantanal a promoção, o desenvolvimento e o uso da informática como ferramenta pedagógica na escola, contribuindo para despertar nos jovens alunos a responsabilidade individual em relação às questões ambientais locais e mobilizar escolas e comunidades para ações sociais relevantes. |
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