Além de uma poderosa ferramenta de comunicação, a voz humana é capaz de produzir sonoridades particulares, atuando como um dos mais completos instrumentos musicais.

Produto da interação entre os órgãos que compõem o aparelho fonador, a voz representa o elemento emissor no processo de comunicação, enquanto que o aparelho auditivo assume o papel do receptor.

A sua formação inicia-se na garganta. Mas é com o ar vindo dos pulmões que a voz é impulsionada a subir, sendo formatada pelas cordas vocais. Depois, segue para a boca, onde ressoa e é lançada ao espaço, em forma de ondas sonoras.


Aparelho fonador



Boca, língua, pregas vocais, laringe e faringe são parte de um complexo sistema que produz a voz humana.

"O ar dos pulmões vence a resistência das cordas (pregas) vocais tensas e em adução (formando um canal), e nasce a voz. Em seguida a voz vai encontrando na faringe o ar do ambiente até chegar a boca. (...)" (Eládio P. Gonzales, Iniciação à Técnica Vocal)

Se compararmos o aparelho fonador com instrumentos musicais, perceberemos que, assim como em uma trompa, é o ar que age como acionador da vibração sonora, e, da mesma forma que o bojo de uma viola, são a boca e o resto da face que desempenham o papel de caixa acústica, permitindo que o som seja ouvido à distância.


Som e meio ambiente
Um sério problema resultante da poluição sonora é o "mascaramento" da voz. Ela acontece quando o som ambiente mistura-se à voz, tornando imperceptível a distinção entre elas. Esta interferência pode ser a causa indireta de acidentes, já que compromete o entendimento de ordens verbais e avisos de perigo.

o  Oficina sonora

Para explorar o potencial vocal dos alunos, que, por inibição ou insegurança, acaba sendo muito mal aproveitado, preparamos as seguintes atividades:

Atividades
  1. Entendendo a importância da voz:
    Discuta a importância da voz. Questione os alunos sobre o que pensam do uso da voz e o seu papel na música.


  2. Experimentando nariz e boca (em dupla)
    - Observar quantas respirações o colega executa por minuto;
    - Colocar uma mão na garganta do outro enquanto ele fala e sentir a vibração;
    - Colocar o ouvido nas costas do outro enquanto ele fala e sentir a ressonância;
    - Fazer sons com a boca, com a língua, com os dentes, cobrir os dentes com os lábios;
    - Imaginar que tem alguma coisa dentro da boca: comida, aparelho de dentes;
    - Observar os movimentos da boca do colega.
o  Teatro do Som

Cena 1
Chamando a bicharada
Sugira a um aluno que emita um som vocal como se estivesse chamando um bicho. Na tentativa de identificar o que está sendo chamado, os demais alunos devem imitar o animal em questão com sons vocais e expressão corporal. Quem acertar, repetirá o exercício inicial. Procure envolver todos os alunos na dinâmica.

Cena 2
Emoções sem palavras
Divida a turma em dois grupos. Como em jogos de mímica, cada um deve escolher algumas emoções para que o integrante do outro grupo represente-as. Só que nesse caso, o aluno não pode usar gestos ou palavras, somente sons. Os grupos têm dois minutos para adivinharem as emoções que estão sendo transmitidas.

Qual é a música?
Com base nas regras do jogo anterior, esta atividade consiste em cantarolar uma música sem letra para o grupo adivinhar qual é.


Ecos e ressonâncias
Lembre-se que para analisar o fenômeno das vozes é preciso retomar o conceito de ressonância, já estudado anteriormente.