A intensidade depende da energia com que o som é lançado no espaço: com mais força ou mais leveza. Podemos ouvir 2 vezes uma mesma nota de violão, por exemplo, mas uma é tocada com força e a outra, suavemente. A nota é a mesma (altura), mas a intensidade é diferente (volume). Portanto, o volume e potência de um som definem sua intensidade.

A intensidade pode ser medida em béis - sistema inventado por Graham Bell.
Porém, na prática, usamos uma fração de bel: o decibel (dB).

O som só começa a ser percebido a partir de 20 dB. E sons acima de 120 dB podem nos causar dores (ex: aviões próximos, britadeira etc). Para amenizar o problema de excesso de volume sonoro, a escrita musical possui sinais que indicam a intensidade com que a música deve ser tocada:

P - piano - tocar suavemente
PP - pianíssimo - muito suave
MF - meio forte - tocar com alguma energia
F - forte
FF - fortíssimo - tocar com muita energia



Som e meio ambiente

Dicas para a preservação da audição
- Nunca competir com um som ambiente muito alto ou poluído.
- Não usar walkman muito alto e por muito tempo.
- Não ficar muito perto de caixas de som em um show de música.
- Cuidado especial com os bebês: seu sistema auditivo é mais sensível.
- Cuidado ao mergulhar muito fundo ou em saltos: a pressão pode danificar os tímpanos.


o  Oficina sonora

As variações de intensidade são de fácil entendimento e permitem ao grupo se expressar bem por meio dos sons.

Atividades
  1. Brincadeira do eco
    - Separe a turma em duplas.
    - O objetivo é fazer com que os alunos percebam a intensidade de suas falas e a do colega; por isso, muita atenção: enquanto um aluno fala uma frase, com a intensidade que quiser, o outro deve estar muito concentrado, porque em seguida deve tentar reproduzir a intensidade dessa mesma frase.


  2. Regência
    - Escolha uma música que todos conheçam e chame alguns alunos para reger a turma que irá cantar - forte ou suave -, alternando a intensidade no decorrer da música.
    - Antes de tudo, o grupo deve convencionar um sinal para o forte e outro para o suave.


  3. Instrumental
    A mesma atividade pode ser feita usando-se apenas instrumentos musicais.

    Dica
    O grupo pode usar os instrumentos construídos em outras aulas e também trazer instrumentos para a escola. O regente deve trabalhar apenas com as intensidades. (De pianíssimo - PP a fortíssimo - FF).


  4. Pesquisa de campo

    Testando os limites
    Peça para que os alunos, em casa, experimentem e registrem por escrito qual é o volume, no rádio de cada um, em que o som começa a ser perceptível e o volume em que fica insuportável.


  5. Passeio musical
    Os homens ouvem diferente das mulheres?

    - Faça um passeio sonoro com o grupo.
    - Separe 2 grupos: 1 só com os meninos, e outro com meninas.
    - Peça para que escrevam os sons mais fortes e suaves e os mais graves e agudos que cada grupo ouviu.
    - Na avaliação, confrontar as diferenças de audição entre meninos e meninas e as diferenças de altura e intensidade.


  6. Projeto

    Para casa
    Esta atividade pode virar um projeto.
    - Crie, com o grupo, um mapa sonoro da cidade, marcando os pontos de silêncio, os de sons muito fortes, os horários em que há poluição sonora etc. O projeto deve, no final, sugerir soluções para os problemas encontrados.

Ecos e ressonâncias
Escala dos sons em decibéis
Esta tabela lista uma escala de sons (em decibéis), aplicada a ruídos do dia-a-dia:


dB Som
0 Limiar da audição normal
10 Igreja vazia; caverna
20 Sussurro médio
30 Casa silenciosa; sala de leitura de biblioteca
40 Sala de aula normal; automóvel parado (com motor ligado)
50 Loja; restaurante
60 Fábrica; televisão alta
70 Oficina mecânica
80 Rua barulhenta
90 Trem sobre ponte
100 Metrô (fora do vagão)
110 Trovão próximo, motor de avião sem silencioso
120 Início de audição dolorosa
130-170 Aviões a jato (fora, próximo)
 

Níveis de decibéis
Conforme as zonas, os níveis de decibéis máximos permitidos nos períodos diurnos e noturnos são os seguintes:


Área / Zona Período Decibéis (dB)
Hospitais Diurno/Noturno 45 / 40
Residência urbana
(negócios, comércio, administração)
Diurno/Noturno 55 / 50
Centro da cidade Diurno/Noturno 65 / 60
Área industrial Diurno/Noturno 70 / 65
 

Impacto de ruídos na saúde
Os ruídos escutados diariamente podem fazer mal de diversas maneiras e em diversos locais:


Volume (dB) Reação Efeitos Negativos Exemplos de Locais
Até 50 Confortável (limite da OMS) Nenhum Ruas sem tráfego
Acima de 50 O organismo humano começa a sofrer impactos do ruído    
De 55 a 65 A pessoa fica em estado de alerta, não relaxa Diminui o poder de concentração e prejudica a produtividade notrabalho intelectual Agências bancárias
De 65 a 70
(início das epidemias de ruído)
O organismo reage para tentar se adequar ao ambiente, minando as defesas Aumenta o nível de cortisona no sangue, diminuindo a resistência imunológica. Aumenta a concentração de colesterol no sangue Bares ou restaurantes lotados
Acima de 70 O organismo fica sujeito a estresse degenerativo, além de abalar a saúde mental Aumentam os riscos de enfarte e infecções, entre outras doenças sérias Praças de alimentação em shoppings; ruas de tráfego intenso