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Muitos dos peixes do Pantanal são migratórios. Isto é, em cada época do ano eles estão em uma região.
As migrações rio acima para a reprodução são chamadas de piracemas.
Os peixes vão se reproduzir nas nascentes porque ali, as águas são mais cristalinas e puras. Além disso, o deslocamento rio acima faz com que os peixes queimem muita gordura, estimulando a hipófise, uma glândula que tem papel importante na reprodução dos peixes. Alguns peixes, como o dourado, chegam a nadar até 400 quilômetros.
O ciclo da piracema
Veja as fases do ciclo:
Julho
Os peixes se organizam em cardumes e começam a migrar em direção às cabeceiras dos rios.
Outubro
Eles chegam às cabeceiras.
Novembro a fevereiro
Quando ocorrem as chuvas, eles se reproduzem. Após a desova, voltam rio abaixo.
Fevereiro a março
Chegam às partes baixas inundadas do Pantanal, na planície.
Abril e maio
Permanecem nas planícies, alimentando-se.
Junho
Retornam ao leito do rio, quando estão com acúmulo de gordura, que é gasta para executar nova migração rio acima. Larvas e alevinos também permanecem nessas áreas inundadas, onde encontram abrigo e alimento.
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O que acontece com as espécies não-migratórias?
Peixes como a tuvira ou o saparó permanecem na planície de inundação e, quando chega a enchente, deslocam-se para o leito do rio onde se reproduzem. Já as piranhas não migram e se reproduzem no auge da enchente, colocando os seus ovos nas raízes de aguapés. Há ainda aqueles, como os carás, que se reproduzem na seca, geralmente escavando o fundo, onde depositam os ovos.
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