| Espécie |
O que é |
Uso na alimentação |
Uso medicinal |
Outros usos |
| Almécega |
Árvore com folhas muito aromáticas, assim como a resina que sai da casca. |
A flor atrai abelhas. O fruto tem uma parte branca adocicada cometível e procurada por aves e bugios, que também comem a resina e os brotos. |
Contra tosse e como antisséptico, cicatrizante e repelente. |
Incenso. |
| Amendoim-bravo |
Como todos os amendoins, a flor é aérea, mas o fruto desta leguminosa é subterrâneo. |
São boas forrageiras. Algumas aves, inclusive galinhas, comem a flor, que também é visitada por abelhas. |
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As espécies nativas são importantes para o melhoramento do amendoim cultivado, e para aumentar a resistência a pragas e doenças. |
| Angico |
Árvore alta (20m), casca com tanino, madeira vermelha, é dura e durável. |
As flores são muito procuradas pelas abelhas, produzindo o excelente mel de angico. |
Cicatrizante de pele inflamada. |
Muito usada para curtir couro; também fornece boa lenha. Do caule sai uma resina, da qual se pode fazer cola igual à goma arábica. |
| Araçá |
Arbusto de pequenos capões e campos inundáveis. |
O fruto é muito parecido com a goiaba. Serve para fazer doces. Já é cultivada em vários países como frutífera. Comida de aves. |
O broto amargo em forma de chá é bom remédio contra diarréia. |
Madeira fina mas forte, usada para cabos de utensílios. |
| Buriti |
Palmeira freqüente apenas na parte nordeste e sudeste do Pantanal. |
Com o fruto faz-se o famoso doce de buriti. É alimento de araras. |
O fruto é rico em caroteno (pró-vitamina A). |
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| Carandá |
O nome vem do guarani "carandaí", que significa palmeira da água. É uma espécie do Chaco, do mesmo gênero da carnaúba do Nordeste. Forma o carandazal, em solos ricos em calcário ou em sal. |
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O caule maduro é uma madeira durável para poste na água e boa para curral e construções; não pega cupim, sendo exportada pelo Paraguai como laminado decorativo. O melhor chapéu de palha é feito com esta folha, hoje importado do Paraguai. O cacho é usado como vassoura. |
| Cambará |
Árvore amazônica, de tronco reto. A árvore nova é sensível ao fogo, depois cria casca grossa. É uma das piores invasoras de campos, fecha tanto que nem ela própria germina à sua sombra. |
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Casca usada para xarope contra tosse, febre, bronquite e até pneumonia, quando não há outro recurso no Pantanal, sendo que já foi comprovado que contém princípios ativos medicinais. |
Madeira usada para escavar a famosa canoa pantaneira e para caibros e porteira de varas. |
| Figueira |
Árvore majestosa, das matas e capões. Geralmente nasce sobre acuri, depois termina sufocando a palmeira. |
Alimento de bugios, morcegos e aves (incluindo tucano), sendo que algumas espécies dão um figuinho adocicado, comestível. |
O leite é vermífugo. |
Madeira macia e leve, usada para confeccionar gamelas e violas cocho, da tradicional dança do cururu. |
| Ingá |
Árvore de beira-rio, com ramos pendentes por cima da água. Flores visitadas por abelhas e por beija-flores. |
Os estames das flores são comidos por aves. O fruto adocicado é comestível e é alimento de peixes, bugios e aves que espalham as sementes. |
Casca com tanino, usada como cicatrizante. |
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| Pequi ou Piqui |
Uma das maiores árvores do cerrado e que ocorre no Pantanal. |
Fruta muito conhecida no Centro-Oeste, apreciada no tradicional arroz com pequi e frango com pequi, e para fazer o tradicional licor de pequi. A flor abre à noite e é polinizada por morcegos, e, quando cai, é comida por antas e veados. |
É a fruta com mais vitamina A que se conhece no mundo. |
O óleo da polpa serve para cozinhar, o da semente é matéria-prima para cosméticos. Madeira usada para cocho de sal. |