A hidrovia Paraguai-Paraná: a hidrovia do Mercosul
Importantes vias de acesso à região, os rios pantaneiros também servem como rotas de comunicação e transporte para o abastecimento e escoamento da produção de gêneros locais. É o caso do rio Paraguai, que teve papel decisivo no crescimento econômico da região.

Com o movimento de transporte reduzido por mais de 25 anos, a hidrovia no Pantanal voltou a crescer a partir de 1970. O incentivo à produção de grãos foi seu principal estímulo. A retomada da produção mineral (ferro, manganês), a aceleração das negociações da compra de gás natural da Bolívia pelo Brasil e, posteriormente, a criação do Mercosul, também acabaram despertando o interesse de grandes empresas de transporte hidroviário.

Uma das principais hidrovias do país, que também atravessa a região pantaneira, a Paraguai-Paraná-Prata compreende os rios Paraguai e Paraná, desde Cáceres (MT/Brasil) até Nueva Palmira (Uruguai). Sua extensão é de 3.442km, permitindo tráfego ininterrupto durante quase todo o ano.

Envolve, ao longo do seu trajeto, uma população de 25 milhões de habitantes e tem estruturas portuárias no Brasil (Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, com cinco portos), Bolívia, Paraguai, Argentina e Uruguai.

Dentre os principais produtos transportados estão os grãos, além de minérios de ferro e manganês.

Alerta!
Cuidados com a hidrovia
Assim como outros tipos de estrada, a hidrovia necessita de cuidados constantes, tais como sinalização, balizamento, bóias de ancoragem e dragagem de manutenção nos pontos obstruídos por bancos de areia.